Entrevista com Débora Giestas

 

Débora Giestas nasceu em Vitória, Espírito Santo. Sua alma inquieta está sempre a buscar novas formas de expressão, novas técnicas, novas abordagens. O mar se faz quase sempre presente em sua mente e, conseqüentemente, em suas obras. A artista concedeu esta entrevista virtual ao Artenarede em fevereiro de 2003.

 

Artenarede: O que levou você a pintar?
 
Débora Giestas:
A pintura é um sonho de criança ainda não concretizado. Tenho usado outras linguagens artísticas como o Mosaico e o Palimpsesto.

AR: Você se enquadra em algum gênero?

DG: Difícil responder!!! Aliás, não sei responder esta pergunta. O que faço é o que me traz prazer e alegria.

 

'A grandeza e a riqueza do mar me
inquieta...'

 

AR: Qual (is) o seu tema preferido? Por que?

DG: Na realidade gosto de muitas coisas diferentes, adoro a figura humana, (rostos caricaturados),  porém o mar tem sido uma constante em meus trabalhos.
A grandeza e a riqueza do mar me inquieta. Existe uma beleza que salta aos nossos olhos e ao mesmo tempo existe uma inquietação, um mistério dentro dessa imensidão que é o mar. O mar, os peixes... O homem não consegue dominar, porém pode tentar preservar...

 

 

 

AR: Com que técnica ou material você se identifica mais? Por que?
 
DG:
Mosaicos e palimpsestos. São trabalhos que surpreendem, geram uma expectativa do que vai acontecer como resultado final. O mosaico e o palimpsesto requerem paciência, porém, quanto ao tempo de execução, são opostos, um requer tempo maior, o outro, nos fornece resultado imediato. Isto é fascinante!!! O fator surpresa melhor ainda!!!

 

'Primeiramente faço arte para sentir
o prazer e alegria no criar e no fazer
artístico, quero apenas ser feliz!!!...'

 

AR: Quando você pinta, que objetivo você quer atingir?

DG: Primeiramente faço arte para sentir o prazer e alegria no criar e no fazer artístico, quero apenas ser feliz!!! Depois de pronto, desejo que meu trabalho possa também atingir a emoção do espectador, gerar adeptos da arte que contenham um olhar mais sensível para as coisas deste mundo. Dentro da arte não existem limites, espero que no diálogo com o espectador haja uma reflexão sobre novas linguagens e as diversas formas artísticas.

 

AR: Você gosta de expor? Qual sua expectativa nas exposições?

DG: Sim. Expor é o momento de dividir e compartilhar as emoções. Exposições são grandes momentos onde além de apresentarmos nossas criações, pensamentos e emoções materializadas de alguma forma, nos situamos também como espectador daquilo que produzimos gerando novas experiências.

AR: Entre as suas obras, você elegeria alguma que tenha mais significado para você? Por que?

DG: Amo o peixe Lerry. Quando desenhava este peixinho, queria me sentir como criança, desenhar e ter a espontaneidade própria da criança. Queria ter as mãos da criança, que não tivesse domínio do lápis e tentasse desenhar, mas não conseguia desenhar como criança, me sentia presa... aí tive a idéia de trocar as mãos, usei a mão esquerda e o mouse do computador para desenhar, me senti na mesma posição da criança, não tinha domínio nas mãos e sem compromissos estava aprendendo e tentando desenhar. A experiência resultou no Peixe Lerry, porém, cada trabalho que realizamos passa por um processo de criação diferente um do outro porque passamos por experiências novas a cada dia e isso reflete na forma final da obra gerada, ainda que vivida inconscientemente. Desta forma cada trabalho ganha um significado diferente e especial.


AR: Que meta(s) você tem para este ano?
 
DG:
Renovar as forças e fazer muita arte.

AR: Algum projeto a longo prazo?

DG: Realizar oficinas de arte e continuar fazendo Arte...

AR: O que significa a Internet para você? E para o seu trabalho?

DG: Ferramenta de trabalho indispensável para o homem da atualidade. Para o trabalho o Artenarede é exemplo disso, uma exposição permanente ultrapassando as barreiras existentes no mundo real, rompendo fronteiras e viajando pelo mundo num simples click de um botão.

AR: Você acha que o Artenarede tem ajudado você a divulgar o seu trabalho? Por que?

DG: Com certeza. A resposta anterior responde um pouco disso e aliado à competência de Catherine e Júlio conseguimos viajar pelo mundo virtual e tornar projetos virtuais em reais. O Museu Artenarede!!! Preciso falar mais?


AR: Esteja à vontade para acrescentar alguma coisa que você achar importante e que não foi perguntado.

'A arte é uma porta para a sensibilidade
e humanização...'
DG: Quero parabenizar a equipe do Artenarede por nos proporcionar um site de alto valor cultural. Precisamos respirar Arte.
Nosso mundo está extremamente carregado de imagens, procuramos a todo instante um reforço visual daquilo que ouvimos falar. Com tantas imagens produzidas pela nossa tecnologia parece que vemos menos. Parece que precisamos "aprender a ver" e "aprender que se pode ver". As Artes Plásticas tem papel importante em nosso mundo. As Artes apresentam grandes emoções e pensamentos vividos concretizados em uma forma visual. A arte é uma porta para a sensibilidade e humanização. Queremos um mundo mais sensível. A Arte é uma linguagem que precisa ser conhecida e aprendida, assim como a escrita. Por quê? Poderíamos entender que os motivos que motivaram o desenvolvimento da escrita podem ser os mesmos da linguagem visual: comunicação. O mundo precisa de ARTE !!!

"Os iletrados do futuro vão ignorar tanto o uso da caneta, quanto o da imagem". (Débora Giestas parafraseando Noholy-Nagy. Do original  a palavra "câmera" trocada por "imagem".)

 
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