Entrevista com George Pinto

 

George Pinto é gaúcho, da cidade de Rio Grande. Em seus 27 anos de profissão, realizou inúmeras exposições no Brasil e no exterior (Cuba, Uruguai e Espanha). Atualmente envolvido com o projeto "Arte a Caminho", em que realiza oficinas em locais alternativos, o artista concedeu ao Artenarede esta entrevista virtual, em janeiro de 2003.


 

Artenarede: O que veio primeiro: a pintura ou a escultura?

George Pinto: A escultura.
 
AR: Você se enquadra em algum gênero?

GP: (Bah!) estilo...disforme e avantajado -  como disse um dia, um jornalista ao falar sobre o meu trabalho. "george pinto, expõe suas figuras humanas - disformes e avantajadas" (o timoneiro - 1989, canoas, rs). 
 

'A figura humana é o princípio de tudo, na minha
arte e na minha vida...'

AR: Qual (is) o seu tema preferido? Por que?

GP: Figura humana, porque é o princípio de tudo, na minha arte e na minha vida.
 
AR: Com que técnica ou material você se identifica mais? Por que?

GP: Com a escultura -  em pedra  ou cerâmica.   Penso eu que  é porque entro em contato (mais) direto com a natureza quando estou trabalhando com a argila e a pedra
 
AR: Quando você pinta/esculpe, que objetivo você quer atingir?

'Quando eu estou pintando ou esculpindo é o meu
sentimento que estou expressando...'
GP: Sempre procuro transmitir meu sentimento através do trabalho; e dividir o meu melhor com os outros. Quando eu estou pintando ou esculpindo é o meu sentimento que estou expressando. mas, no momento em que as obras estão prontas o sentimento passa a ser o de quem as está apreciando.
 
AR: Você gosta de expor? Qual sua expectativa nas exposições?

GP: Sim. Mostrar o trabalho realizado e, como  tenho a arte como profissão - a venda das obras como conseqüência.

 

AR: Entre as suas obras, você elegeria alguma que tenha mais significado para você? Por que? 

GP: Não.  Depois de 27 anos ... todas são a  minha vida.
 
AR: Como surgiu a idéia do projeto "Arte a Caminho"?

GP: Eu percebi que as pessoas tinham muita vontade de saber como é fazer escultura, como é que eu conseguia fazer "aquilo" e se elas também seriam capazes de fazer.
Foi quando passei a realizar

'Eu percebi que as pessoas tinham muita vontade
de saber como é fazer escultura...'
exposições em locais alternativos, visando atingir um público pouco acostumado a freqüentar galerias e museus. Junto com as minhas exposições, eu procuro instalar no local um atelier - um espaço para a realização de oficinas onde eu possa trabalhar e oportunizar uma interação efetiva com o público visitante. Assim, há muitos anos eu venho fazendo este tipo de trabalho - a nível local, regional, nacional e internacional - o projeto "Arte a caminho" é apenas uma formalização do que há muito eu venho fazendo.
 
AR: Que meta(s) você tem para este ano?
 
GP:
Ter o meu  atelier-loja.
 
AR: Algum projeto a longo prazo?

GP: Estender o projeto "Arte a caminho" pelas Américas;  pelo mundo....
 
AR: O que significa a Internet  para você? E para o seu trabalho?

GP: A possibilidade de interação (virtual) - minha com o mundo. Abre a possibilidade de novos parceiros para a realização e a divulgação do meu trabalho e projetos.
 
AR: Você acha que o Artenarede tem ajudado você a divulgar o seu trabalho? Por que?

GP: Sim. Porque amplia o leque de divulgação dos meus trabalhos e meus projetos.
 
 
AR: Esteja à vontade para acrescentar alguma coisa que você achar importante e que não foi perguntado.
 
GP:
ARTE A CAMINHO .... do Fórum Social Mundial 2003
O projeto "Arte a caminho" - dentro da programação do Fórum Municipal da Juventude estará realizando intervenções e oficina de escultura, na tenda  "Jovens na correria por um mundo melhor" - no acampamento intercontinental da juventude, de 23 a 28 de janeiro às 19h.

 
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