Entrevista com Francischetti

 

Valdemar Francischettí é autodidata, nascido na cidade de Poá, São Paulo. Realizou muitas exposições no Brasil e participou de duas coletivas no exterior, no Japão e na Holanda. Francischetti concedeu esta entrevista virtual ao Artenarede em janeiro de 2003.

 

ARTENAREDE: O que levou você a pintar?

'Eu acredito que nasci pintando
o sete...'
Valdemar Francischetti: Eu acredito que nasci pintando o sete. Nasci no dia sete de fevereiro e sempre admirei as paisagens dos pintores do passado... mas tudo começou realmente quando vi pela primeira vez um desenho feito pelo meu irmão: era um trabalho para a escola mas aquela cena foi para mim o marco inicial da minha carreira, acendeu em mim a vontade de imitá-lo e com apenas seis anos de idade comecei meus rabiscos e minhas primeiras pinturas  com uma aquarela que ganhei de meu pai.

AR: Você se enquadra em algum gênero?

VF: Eu acredito que seja um misto de acadêmico com impressionista mas que resulta num realismo.

 

AR: Qual (is) o seu tema preferido? Por que?

'Pinto paisagens para ficarem como uma janela
onde poderemos contemplar as cenas que em
breve não veremos mais...'

VF: Meus temas preferidos são as paisagens, caminhos, florestas, campos e praias. Porque são as cenas mais belas que Deus criou e que infelizmente o homem teima em destruir e eu as pinto para ficarem como uma janela onde poderemos contemplar as cenas que em breve não veremos mais.

 

AR: Com que técnica ou material você se identifica mais? Por que?

'Uso tudo o que é possivel se usar para expressar
minha arte...'

 

VF: Eu me identifico mais com a tinta a óleo, porque  me dá uma textura mais vigorosa onde se pode explorar técnicas como "A La Prima"  que é a que mais uso, apesar de usar também  variados materiais como aquarela, pastel, grafite, carvão, nanquim... enfim, uso tudo o que é possivel se usar para expressar minha arte.

AR: Quando você pinta, que objetivo você quer atingir?

VF: Caçar uma bela cena e imortalizá-la em uma tela antes que ela seja destruída .

AR: Você gosta de expor? Qual sua expectativa nas exposições?

VF: Sim. De ser reconhecido.

AR: Entre as suas obras, você elegeria alguma que tenha mais significado para você? Por que?

VF: Sempre a que estou pintando e ao terminá-la chego à conclusão que a eleita está por vir. Acho que é isso que me estimula a produzir.

AR: Que meta(s) você tem para este ano?

'A obra que tem mais significado para mim é
sempre a que estou pintando e ao terminá-la
chego à conclusão que a eleita está por vir...'

VF: Dar aulas e continuar pintando.

AR: Algum projeto a longo prazo?

VF: Apenas que Deus me dê saúde para continuar pintando e dando aulas.

AR: O que significa a Internet  para você? E para o seu trabalho?

VF: A esperança de que um número maior de pessoas contemplem minhas obras.

AR: Você acha que o Artenarede tem ajudado você a divulgar o seu trabalho? Por que?

VF: Sim, porque tendo um número grande de obras catalogadas nas mais variadas técnicas, posso através do Portal Artenarede divulgar um outro lado da minha arte, como por exemplo, animais e retratos que normalmente não divulgo em meu site oficial, mas sim através do link do Artenarede.

AR: Esteja à vontade para acrescentar alguma coisa que você achar importante e que não foi perguntado.

VF: Gostaria de deixar registrado que, apesar de me identificar com a pintura de paisagens, já enveredei por muitos trabalhos contemporâneos como cubismo, surrealismo e abstracionismo. Sou também um pesquisador nato e desde jovem confecciono minhas próprias telas e principalmente as  tintas.

Sou autodidata.

 
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