Entrevista com Sonia Thomaz

 

Sonia Thomaz nasceu em Bom Jardim/RJ mas mora em Nova Friburgo desde 1963. Realizou inúmeras exposições, tendo sido aluna de Celmo Rodrigues em pintura e de Liu  Chang Ai Ning em aquarela. A artista fala de si e de seu trabalho nesta entrevista ao Artenarede, realizada via Internet em janeiro de 2003.

 

Artenarede: O que levou você a pintar?

'Minhas obras permaneceram hibernando,
em estado de latência...'

Sonia Thomaz: Penso que a pintura foi a exteriorização de uma necessidade interna muito intensa. Minhas obras permaneceram hibernando, em estado de latência, desde minha pré-adolescência, quando rabiscava e desenhava a borda de todos os meus cadernos escolares. Segui outra profissão, constitui minha família, mas freqüentemente dizia ( e sempre pensava ) : " Um dia vou me dedicar à pintura". E felizmente esse dia chegou, na maturidade, e a tempo de me proporcionar uma grande felicidade.

AR: Você se enquadra em algum gênero?

ST: Não acho que me enquadro em nenhum gênero especificamente. Comecei pelo figurativo, em óleo,retratando freqüentemente paisagens. Quando descobri a aquarela, me apaixonei pela técnica e as flores passaram a dominar. Hoje, me aventuro pela técnica mista, com base na tinta acrílica e viajando pelo abstrato. Sou bem eclética.

AR: Qual (is) o seu tema preferido? Por que?

ST: Adoro as flores  e as telas não-figurativas. Ambas me permitem  muita  liberdade de criação.


AR: Com que técnica ou material você se identifica mais? Por que?

'Eu curto muito o processo,
o planejar...'
ST: As flores, prefiro-as em aquarela. O abstrato, em acrílica. Adoro a leveza transparente da aquarela: o branco do papel, sempre disponível, é uma possibilidade que me instiga e provoca. Eu curto muito o processo,o planejar, e a aquarela quase que exige  o pensar a obra com vagar. Não há como mudar no meio do caminho... "É pensar como uma tartaruga e pintar como um coelho"!  Entretanto, a outra vertente não-figurativa me permite uma libertação da formada qual não me julgava capaz.  Sou muito ligada ao desenho . Mesmo as telas abstratas, eu  as esboço cuidadosamente.

AR: Quando você pinta, que objetivo você quer atingir?

ST: Só tenho o objetivo plástico, estético. É ir criando e durante o processo, poder sentir, gostar. E ao término poder dizer: " Era isso que eu queria!" Claro que nem sempre o resultado final leva a essa satisfação, infelizmente. Mas não me frustro porque "o fazer", esse é sempre muito gratificante.

AR: Você gosta de expor? Qual sua expectativa nas exposições?

ST: Todo artista precisa gostar de

'Todo artista precisa gostar de expor...'
expor.   Em qualquer área da manifestação artística  o trabalho  só se justifica quando atinge o outro. Essa deve ser a expectativa do artista:  tocar a sensibilidade do espectador.  Se  plasticamente agrada ou não, é outra estória, tem a ver com emoção, preferência pessoal, conhecimento técnico... Considero a  Exposição  um ato ao mesmo tempo de coragem e de humildade. É um despir-se ante o público.

AR: Entre as suas obras, você elegeria alguma que tenha mais significado para você? Por que?

ST: Algumas obras representam o início ou o fechamento de um ciclo, mas não chegam a ter um lugar especial. Não pinto com compromisso comercial ou social.  Isso me deixa muito a vontade.

AR: Que meta(s) você tem para este ano?

ST: Em 2003 quero me dedicar aos trabalhos abstratos, em técnica mista. Pretendo estudar e desenvolver esse veio recém-descoberto.

AR: Algum projeto a longo prazo?

'Acho que quem não sabe aonde quer
chegar, não chega a lugar nenhum....'
ST: Sempre tenho projetos. Acho que quem não sabe aonde quer chegar, não chega a lugar nenhum. Mas projetos a longo prazo também não me agradam muito: prefiro pensa-los a médio ou curto prazo. Mas tenho um sonho: uma Galeria de Artes, aberta, moderna, com oficinas, demonstrações, exposições permanentes e itinerantes, um organismo vivo onde se pudessem reunir pessoas  interessadas em arte e cultura para estudo, papo, entretenimento e também comercialização das obras. Sonhar  não paga imposto,não é?

AR: O que significa a Internet  para você? E para o seu trabalho?

ST: A Internet é o veículo da modernidade. Não há como prescindir dela no mundo contemporâneo. É uma conquista poder ter uma divulgação de suas obras, permanentemente. Sem as barreiras de espaço físico ou de língua específica.

AR: Você acha que o Artenarede tem ajudado você a divulgar o seu trabalho? Por que?

ST: O ARTENAREDE  é um site que demonstra  o excelente nível cultural e a profunda sensibilidade de seus produtores. Eu diria mesmo o fruto de um esforço pioneiro de quem acredita na arte como propulsora de um visão de vida muito mais abrangente e saudável. Como eu poderia chegar ao olhar dos colegas de outras cidades, estados, países não fosse a minha participação no Artenarede? Só tenho o que elogiar e agradecer pela oportunidade de fazer parte   desse  seletíssimo  grupo.

 

 
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