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Oito ícones, seis museus

Mesmo quem não sabe quase nada de artes plásticas, já ouviu falar de “Mona Lisa“, certo? E, com quase  toda certeza, de “A Noite Estrelada” e, talvez, até de “O Grito“…

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“Mona Lisa”, de Leonardo da Vinci

E quem teria pintado estas obras? Essa também é fácil! Leonardo da Vinci, Vincent van Gogh e Edward Munch…

Mas e se a pergunta fosse: Onde estão situadas estas obras? Aí, a coisa complica, não é?

Bem, o post de hoje fala destes e de outros ícones da pintura e dos museus que as abrigam. Vamos lá:

A “Mona Lisa“, obra pintada por Leonardo da Vinci entre 1503 e 1506, encontra-se no Museu do Louvre, na França, desde 1797.

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Museu do Louvre, em Paris

O Museu do Louvre, é o maior museu de arte do mundo e fica situado em Paris, França. Ele possui aproximadamente 380.000 itens, da pré-história ao século XXI, que são exibidos em uma área de 72.735 metros quadrados. Inaugurado em 1793, é o museu mais visitado do mundo.

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“A Noite Estrelada”, de Vincent van Gogh

E “A Noite Estrelada“, onde fica?

A Noite Estrelada“, obra de Vincent van Gogh, pintada em 1889,  faz parte da coleção permanente do Museu de Arte Moderna de Nova Iorque, o MoMA, desde 1941.

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“Les Demoiselles d’Avignon”, de Pablo Picasso

Mas neste museu também se encontram dois outros ícones da pintura, “Les Demoiselles d’Avignon” e “A Persistência da Memória“.

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“A Persistência da Memória”, de Salvador Dali

Les Demoiselles d’Avignon” é uma obra de Pablo Picasso, feito em 1907. Levou nove meses para ser feita, e sua importância se deve ao fato de ser uma das obras responsáveis por revolucionar a história da arte, formando a base para o cubismo e a pintura abstrata.

Quanto ao ícone “A Persistência da Memória“, esta obra foi pintada por  Salvador Dalí, em 1931. A pintura está localizada no MoMA desde 1934. Para quem tiver interesse, vale a pena pesquisar um pouco sobre os significados dos vários símbolos presentes na tela: relógios derretidos, formigas, caricatura do pintor…

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MoMA, em Nova Iorque

O Museu de Arte Moderna de Nova Iorque, mais conhecido como MoMA, foi fundado no ano de 1929 como uma instituição educacional. Atualmente é um dos mais famosos e importantes museus de arte moderna do mundo.  Possui mais de 150.000 pinturas, esculturas, desenhos, maquetes, imagens, fotografias e peças de design. E também contém uma livraria e arquivo com cerca de 305.000 livros e ficheiros de mais de 70.000 artistas.

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“A Moça do Brinco de Pérola”, de Johannes Vermeer

E essa? Quem não conhece?

Também conhecida como “A Mona Lisa do Norte” ou “A Mona Lisa Holandesa“,  “A Moça com o Brinco de Pérola“  é uma pintura do artista holandês Johannes Vermeer, feita em 1665. A pintura está no Museu Mauritshuis, desde 1902.

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Museu Mauritshuis, em Haia

O Museu Mauritshuis ( ou Casa de Maurício) é um rico museu de Haia, um dos mais importantes da Holanda. Seu nome se deve ao fato de ter sido construída por ordem de João Maurício de Nassau, que foi governador do Brasil holandês no século XVII, e hoje é a sede da Real Galeria de Pinturas de Maurishuits. Possui um importante acervo de arte, com mais de 800 obras, incluindo obras de Rembrandt e Rubens.

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“As Meninas”, de Diego Velázquez

Um outro ícone importante da pintura mundial é a obra “As Meninas“, de Diego Velázquez.  Pintada em 1656, esta obra foi intensamente analisada e reconhecida como uma das pinturas mais importantes na história da arte ocidental. Ela está atualmente no Museu do Prado em Madrid.

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Museu do Prado, em Madri

O Museu do Prado, localizado em Madri, é o mais importante museu da Espanha e um dos mais importantes do mundo. Inaugurado em 1819, sua coleção é baseada principalmente em pinturas dos séculos XVI a XIX. Entre seus quadros, conta com obras-primas de pintores como Velázquez, El Greco, Rubens, Bosch e Goya.

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“O beijo”, de Gustav Klimt

Essa aqui é fácil!

O quadro “O beijo“, de Gustav Klimt, pintado entre 1907 e 1908, é uma das obras mais reproduzidas da arte mundial. Pertence à chamada “fase dourada” do artista, que utilizou folhas de ouro na composição dos trabalhos nesta fase. O quadro está exposto em Viena, na Galeria Belvedere da Áustria.

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Galeria Belvedere da Áustria, em Viena

Veja que beleza de palácio!

A Galeria Belvedere da Áustria é um museu situado no Palácio Belvedere, em Viena, Áustria. Inaugurado em 1905, sua coleção inclui obras-primas da arte, desde a Idade Média e o Barroco até o século XXI. O acervo inclui obras de Gustav Klimt, Egon Schiele e Oskar Kokoschka.

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“O Grito”, de Edward Munch

Esse ícone é barbada! Mas talvez você não saiba que “O Grito” não se resume a uma só obra: é uma série de quatro pinturas do norueguês Edvard Munch, pintada em 1893.  Dois dos quadros da série, “A Ansiedade” e “O Desespero“, se encontram no Museu Munch, em Oslo, outra na Galeria Nacional de Oslo e outra em coleção particular.

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Museu Munch, em Oslo

O Museu Munch é um museu de arte situado em Oslo, albergando mais da metade das obras de Edvard Munch, deixadas em testamento à comuna de Oslo em 1940. O museu foi inaugurado em 1963, cem anos após o nascimento do pintor.

Oito ícones. Seis museus. Que tal um roteiro artístico percorrendo estes museus? Mais alguém se habilita?

Autor: Catherine Beltrão

Picasso escultor

Pablo Picasso (1881-1973), fundador do cubismo, é uma dos maiores nomes da pintura do século XX. Mas, desde o dia 14 de setembro de 2015 até 17 de fevereiro de 2016, o Museu de Arte Moderna de Nova York – MoMA está expondo 140 obras do escultor Pablo Picasso, realizadas ao longo de seis décadas e distribuídas em nove galerias.

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“Touro”. 1958, feito com madeira, prego e parafusos

 

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“Seated Woman”. 1902, feita com argila.

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“Maquette for Richard J. Daley Center Sculpture”. 1964, feita de aço, com 1,04m

A primeira peça – “Seated Woman” – foi feita quando o artista tinha 20 anos. Pequena, com 14,5cm de altura, aos poucos suas esculturas foram ganhando corpo e expressão. Foi uma produção inconstante, caracterizada por longos espaços de tempo entre picos de trabalho árduo. A última obra – “Maquette for Richard J. Daley Center Sculpture” - data de 1964, mais de seis décadas após a primeira. É uma peça de 1,04m mas sua versão monumental, de 15m de altura e pesando 160 toneladas, é um dos cartões postais de Chicago.

 

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“Daley Center Sculpture”, 1967, aço, com 15m de altura e 160 toneladas

 

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“Death’s Head”. 1941, bronze

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“Baboon and Young”. 1951, bronze.

Diferentemente da pintura, considerada por Picasso como seu ganha-pão, a escultura representava para o artista uma mistura de autossatisfação e experimentação artística. O próprio significado da liberdade. Na confecção das peças, variava de material a toda hora: poderia ser argila, gesso, madeira, bronze, aço, ou qualquer outro. E não havia interesse em comercializar nenhuma das peças produzidas.

Duas peças em bronze – separadas por uma década – fazem parte da exposição do MoMA:  “Death’s Head“, de 1941, feita em plena Segunda Guerra Mundial e “Baboon and Young“, de 1951, em que a cabeça foi feita com um carrinho.

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‘’Woman’s Head’’. 1909, bronze.

E as mulheres? As mulheres de Picasso não podiam ficar de fora. Assim como fez na pintura, ele também esculpiu as mulheres de sua vida, incluindo a primeira de todas, Fernande Olivier, conhecida como a primeira grande paixão do pintor. A partir dela, nasceu a obra ‘’Woman’s Head’’, em 1909.

As esculturas de Picasso no MoMA. Como diz o New York Times, “Um evento que acontece uma vez só na vida’’ .

 Autor: Catherine Beltrão

Obras da brasileira Lygia Clark são expostas no MoMa, em Nova York

A pintora e escultora brasileira Lygia Clark vai ganhar sua primeira grande retrospectiva nos Estados Unidos. Entre os dias 10 de maio e 24 de agosto, o Museu de Arte Moderna de Nova York – MoMA vai exibir quase 300 obras da artista, entre pinturas, esculturas e instalações. A exposição, chamada “Lygia Clark: O Abandono da Arte, 1948-1988”, será também o tema de um documentário dirigido por Daniela Thomas.

Os trabalhos expostos, que reúnem todas as fases da obra da artista plástica brasileira Lygia Clark, serão apresentados pela primeira vez no Museu de Arte Moderna de Nova York, o MoMa. É a primeira grande exposição nos Estados Unidos da artista, que é autora da obra de arte brasileira mais valiosa até hoje — “Superfície modulada nº 4”, de 1958, comprada por R$ 5,3 milhões num leilão em São Paulo no ano passado — e que atrai cada vez mais atenção internacional. Além de agrupados por datas, seus desenhos, pinturas, esculturas e projetos participativos são organizados em três temas-chave no sexto andar do MoMA: abstração, neoconcretismo e, claro, o “abandono da arte”.

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Mineira de Belo Horizonte, mas presente no Rio de Janeiro e em Paris, Lygia Clark tem uma obra difícil até de ser definida devido a seu aspecto atemporal, mas certamente a palavra genialidade pode ser utilizada como predicado. Reconhecendo isso, o MoMA presta um solene tributo,  dedicando suas galerias mais importantes às obras de Lygia.

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Divulgção/MoMA/Alécio de Andrade/Cortesia Associação Cultural “O Mundo de Lygia Clark”, Rio de Janeiro

Trata-se verdadeiramente de uma mostra de consagração. Para nós é uma honra e um privilégio ter a possibilidade de expor a obra completa de Lygia Clark, desde o começo da sua carreira até o final, no MoMA.  Acho mais importante para o MoMA do que para a Lygia”, diz o  curador de arte latino-americana do museu, Luis Pérez-Oramas, que organizou a exposição com a curadora-chefe do Hammer Museum de Los Angeles, Connie Butler.

A exposição “O abandono da arte” reúne todas as fases da artista. No começo, a influência de um artista importante: Roberto Burle Marx.

Nas superfícies moduladas, a moldura do quadro é uma extensão da obra. O neo-concretismo, um movimento brasileiro, que resultou na série de esculturas “Bichos“.

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Para Eduardo, filho de Lygia, ver uma exposição tão grande foi como reencontrar a mãe, que morreu há 26 anos. “Desde o início, quando ela começou a pintar, ela tinha um objetivo, uma missão. Eu tenho a impressão que aqui, hoje, ela está completando essa missão“, afirma Eduardo Clark, filho de Lygia.

A exposição em Nova York revela uma preocupação que a Lygia Clark sempre teve: ela queria que o público fosse muito mais que apenas espectador de suas obras. E conseguiu. Uma das provas é a instalação ‘A casa é o corpo’, que a Lygia criou para a Bienal de Veneza, em 1968.

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A exposição se estende ao quarto andar do museu, onde foi remontada a instalação penetrável “A casa é o corpo”, de 1968. O MoMA aproveita para apresentar, de carona, a mostra “On the edge: Brazilian film experiments of the 1960’s and early 1970’s”, com filmes experimentais de Anna Bella Geiger, Arthur Omar, Glauber Rocha e Neville D’Almeida, entre outros. Até o fim da mostra, em 24 de agosto, haverá ainda workshops com artistas como Carlito Carvalhosa, Michel Groisman, Ricardo Basbaum e Allison Smith.

Autor: Eduardo Vieira