A bailarina azul

Katia, a menina que tinha uma avó pintora que se chamava Edith, costumava sonhar acordada. Sonhava com quase tudo que a avó pintava: sonhava com ursos, palhaços, flores, praias e… bailarinas.

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“Bailarina vestida de azul”, de Edith Blin. 1957, pastel sobre cartolina preta, 52 X 38cm.

Um dia, Katia sonhou com uma bailarina azul. Não, não era uma bailarina vestida de azul. Era uma bailarina azul mesmo. E o cabelo era de ouro…

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“Bailarina vestida de lilás”, de Edith Blin. 1957, pastel sobre cartolina preta, 52 X 38cm.

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“Bailarina ajoelhada com tutu branco”, de Edith Blin. 1957, pastel sobre cartolina preta, 52 X 38cm.

A partir daquele dia, ela resolveu procurar a bailarina azul com cabelo de ouro entre os quadros da avó.

Primeiro achou uma bailarina vestida de lilás. Era linda, com aquela saia esvoaçante… parecia um pássaro!

Procurando mais um pouco, ela encontrou uma bailarina ajoelhada, toda de branco. Esta também parecia um pássaro. Pra dizer a verdade, parecia um cisne mesmo! Um cisne que se preparava para deslizar no lago…

E por entre flores e palhaços, Katia achou outra bailarina: ela estava na pontinha do pé, com um tutu todo dourado! Parecia uma princesa dançando solitária em seu castelo…

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“Bailarina de tutu amarelo”, de Edith Blin. 1957, pastel sobre cartolina preta, 52 X 38cm.

Mas nada da bailarina azul…

Foi aí que a avó de Katia perguntou:

- O que você está procurando?

A bailarina azul, respondeu a neta… E continuou:

- Eu sei que não existe, mas…

- Não existe?, disse Edith.

- Espera um pouco…, continuou ela.

E Edith fez uma linda bailarina azul para Katia. Com cabelo de ouro.

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“Bailarina azul”, de Edith Blin. 1957, pastel sobre cartolina preta, 52 X 38cm.

A avó não precisou falar mais nada. Katia já tinha entendido. Se a gente tem um sonho, primeiro a gente procura. E, de tanto procurar, a gente encontra. De alguma forma. É só acreditar.

  Autor: Catherine Beltrão

2 opiniões sobre “A bailarina azul”

  1. Eu tenho uma tela linda feita pela Edith Blin em 1957. Ela pintou a minha avó, no Rio de Janeiro. Herdei a tela, coloquei uma moldura bonita e hoje tem um lugar de destaque na minha casa. Amo a tela, tem valor afetivo inestimável e a técnica é maravilhosa, realmente muito lindo mesmo! Me sinto em um museu!!!!

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