A arte cinética de Theo Jansen

A arte cinética ou cinetismo surgiu em Paris nos anos 50 e, como o próprio nome indica, determina uma arte vibrante e dinâmica que possui como principal característica o movimento, em detrimento do caráter estático da pintura e da escultura.

Embora tenha sido Marcel Duchamp (1887-1968) o criador da arte cinética, Alexander Calder (1898-1976) continua sendo seu representante mais famoso, muito conhecido por seus “Móbiles” (desenho em quatro dimensões), um tipo de escultura com peças que se movimentam, seja pela ação dos ventos ou por motores de energia.

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Mas o foco deste post são as fantásticas “strandbeest” – criaturas de praia – criadas pelo também fantástico escultor cinético holandês Theo Jansen.

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Theo Jansen

theojansen4Após seus estudos de Física, Theo começou a carreira artística nos anos 70 como pintor.  Mais tarde, ele se interessou por outras áreas como Aeronáutica e Robótica. Este interesse o levou a conceber, através de sistemas operacionais computacionais, a série “Strandbeest“, composta de organismos vivos e autônomos , o que lhe valeu um reconhecimento internacional.

theojansen2aFeitas de materiais de origem industrial (tubos de plástico e fitas adesivas), as “strandbeest” – criaturas de praia – poderiam ser confundidas, de longe, com insetos enormes ou mesmo esqueletos de elefante. Elas não possuem motores ou qualquer outra tecnologia dita moderna, bastando-lhes o vento e a areia úmida da costa holandesa para se movimentar.

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Vídeo com as “strandbeest” de Theo Jansen. Duração: 3:55

Originadas de um processo combinando hibridação com evolução genética darwiniana, essas criaturas nascem sob forma de um algoritmo, seguido de uma simulação que os colocam em competição, como organismos vivos artificiais.  Os mais rápidos irão ser construídos fisicamente, em três dimensões, e os que tiverem melhor performance irão transmitir seu “ADN” – comprimento e disposição dos tubos – às próximas gerações.

São palavras de Theo Jansen: “As fronteiras entre arte e engenharia existem apenas em sua mente“. E eu acrescento:  “Quando nos apaixonamos pela engenharia, é possível também sermos artistas”.

Autor: Catherine Beltrão

2 opiniões sobre “A arte cinética de Theo Jansen”

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